sábado, 23 de junho de 2012

olé

romance é coisa bonita mas não basta. eu nem sabia que eu já sabia disso. ele trouxe essa informação aos poucos, pra não assustar, mas era como se eu já soubesse. só o amor não basta. é bem por aí mesmo. no dia dos namorados, ARRAM, mandam muitas entrevistinhas pra gente responder. que lugar vocês sugerem? qual o melhor presente? eu respondo porque confesso que já embarquei um pouco na demência criada em volta de tudo isso. mas eu queria dizer que meu primeiro dia dos namorados com lucas, foi bem louco. estávamos apaixonadíssimos, ultrahipermegasuper escpeculativos um com o outro. alucinados com aquela história acontecendo. e já achávamos bem podre essa coisa de "dia dos namorados". ele tinha um show na barra. lá fui eu, beber whisky de graça. saímos de lá, adocicados, e inclusive foi minha primeira inserção no mundo lisérgico dentro da cidade. eu era toda situacionista das portas abrirem, mas sempre na natureza, sempre. mas como tudo era novo, e queríamos ir contra essa fofourice do dia dos namorados, e lembrem-se que ainda assim, éramos fofos. mas fomos ser fofos, completamente alucinados, no érotika. um puteiro que tinha em copacabana. eu já tinha ido à vila mimosa com uns amigos há muito tempo. bebi, cantei em karaokê, mas era suave, porque a putaria acontecia num lugar escondido. depois fui num aniversário de 3 amigos em outro puteiro. teve strip tease, ok. mas tinham mais amigos do que homens estranhos querendo putas. esse dia realmente era um puteiro. foi bem intenso. as mulheres dançavam, se aproximavam com espuma de sabão no corpo, a gente tirava, ria, tirava, ria, tirava, bebia. depois veio uma drag queen, ou diz transformista? eu tô atrasada nessas nomenclaturas, perdão, não quero magoar ninguém. mas essa hora foi demais, porque eu quis mandar todo mundo que tenta e faz stand up comedy, inclusive eu, se fuder. porque a gente brinca de fazer piada. essa gente faz mesmo. aliás, são as pioneiras. acho que surgiu com elas. em puteiros. papo de muitos anos atrás. as mulheres deviam ter que trocar a roupa, ou ajeitar alguma coisa, daí elas entravam, homens com roupas de mulher, falando coisas hilariantes. gênias, dominadoras, controlam tudo. nunca vai dar merda perto de um ser humano assim. a não ser que você tenha uma arma e muita covardia no coração, claro. aí sempre vai dar merda. depois do puteiro, ainda fomos num bar trash de copa, o bar onde supostamente ele disse que queria ser meu namorado, isso meses antes. ou seja, ainda houve tempo para fofura. alucinada fofura. mas sim.
o amor é maravilhoso, mas é também estranho, sujo e puto. ainda assim, fofo. não tentem dividir, não tentem categorizar. dias que isso, dias que aquilo. maior caldeirada incalculável.
cada vez mais vou me afastar do quê acham. 

domingo, 17 de junho de 2012

ó,ó

escrevi um texto pra revista de domingo do globo. saiu no domingo passado.
eu já tinha falado sobre o assunto, porque é um dos meus favoritos, mas desenvolvi melhor.
rolou toda uma polêmica, mas a maioria elogiou, riu e diz que refletiu sobre.
eu prefiro escrever SUVACO, mas o "correto" é sovaco.
e o título da matéria foi dado por eles.


pois:





segunda-feira, 4 de junho de 2012

!oY


meu último texto para o ornitorrinco. se você ainda não assina, tá dando mole: 




RECOMPENSA


finge que hoje é terça
e que eu sou seu herói
e que minha caligrafia é tarada
e que todo pau de jacaré 
é uma jóia

sexta-feira, 25 de maio de 2012

explanando

é tão óbvio, claro. sonhei que uns rapazes tomavam drogas, eu só ficava olhando, um deles pirava muito. e eu pensava "se eu der de mamar pra ele, ele vai melhorar". botava o peito pra fora, e isso não era nada erótico, e ele mamava. não sei se melhorava pois acordei.
cansada dos simulacros e das bonecas, queria um bebê de verdade. pra golfar na minha cara. 

terça-feira, 8 de maio de 2012

cromolerg

ver a chuva cair. estar deitada. ver a gota vindo. achar que é cristal. achar que é neve. sentir colírio.

Oh Hilda, mil e uma noites de amor com você

Ama-me. É tempo ainda. 
Interroga-me. 
E eu te direi que o nosso tempo é agora. 
Esplêndida avidez, vasta ventura. 
Porque é mais vasto o sonho que elabora 
Há tanto tempo sua prôpria tessitura. 
Ama-me. Embora eu te pareça 
Demasiado intensa. E de aspereza. 
E transitória se tu me repensas.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

catapulta




a gente só é feliz na medida que tenta
e só chora no metro onde se esconde






terça-feira, 17 de abril de 2012

país baixo

essa imagem que tem aqui no blog eu achei um google da vida. num fffffound do universo. essas coisas. cheguei a perguntar pr'uma amiga que mora na alemanha se era alemão esse trem. era não, disse. era holandês, ela pediu ajuda pr'outra amiga, mas se perdeu. aí que agora lembrei dessa ferramenta demente que é o google translator. estava no salão e li numa revista que custa 1 real (!) sobre a história de uma doméstica da periferia de são paulo que casou com um alemão. a matéria na capa era "como um alemão me salvou da favela". veja bem, não tinha a palavra amor ou coisa do gênero. dizia que no início se comunicavam por email traduzindo tudo no google translator. claro, claro.
daí que fui traduzir as palavras da menina invocada com o arame farpado, e os corações de galinha que voam e vão embora.
quando digitei as duas primeiras palavras, já apareceu em português: "coração de atum".
putz, que foda, que coisa mais tuna-fish-in-the-kitchen-with-me.
mas o louco é que conforme fui escrevendo tudo, o "atum" desapareceu, talvez fosse literal, num contexto ele some, mas acabou que a frase ficou sentido porque uma das palavras não foi traduzida.

que vocês acham?

meu coração que é demais para o meu peito quebra sex in Homt sua agulha

sábado, 7 de abril de 2012

quarta-feira, 21 de março de 2012

Feim

Os homens olham pra mim na rua. Eu olho para os feios. Os bonitos eu viro a cara na hora. Porque a vida é boa pra eles. E eles não merecem minha curiosidade. Eu estive lá. O mundo tem que ter estado lá. Como eu sou idiota. Os feios, eu olho, só não sorrio porque não quero que se aproximem, mas eu olho que é pra deixar o dia melhor, pra deixar a barriga tão gelada que parece que é quente mesmo.


Dito isso, comecei a ter uma ideia fixa demente, por enquanto apenas dividida com amigo igualmente dodói. Quanto mais a pessoa é feia, mais me visualizo dando um beijo nela. Explico: o flanelinha é feio. Cara torta, dentes idem, roupa, corpo, jeito, tudo, feio. Pra sociedade, pra mim, feio. Enquanto ele conversa comigo, eu penso: E se eu o beijasse agora? Assim, do nada, levaria meu corpo a frente e beijaria.
Isso tem acontecido muito, o homem que vem entregar água ou o primo de uma amiga, meu vizinho, um estranho, enfim, é só ser feio, que eu penso nesse E SE muito demente. Perdão, Lucas, VOCÊ COMO LIBERTÁRIO, LIBERTINO E AMOROSO HÁ DE ME PERDOAR NESSA.
Isso já me rendeu uma gargalhada assustadora, pra mim e para o interlocutor, que graças ao corpo humano, não entendeu nada.

(Dos maiores medos, depois de ser abduzida ou ratos, é leitura de pensamento. Se eu mesma não me controlo, imagina ser invadida sem ter noção ou controle, socorro. E se descobrem que sou tarada?)

Comentei com amigo com quem divido as maiores palas da vida, ele passou bem de rir e disse que também estava nessa fase, mas mais sexual do que eu, pois pensava isso com qualquer um. Eu, com os feios.

Ainda não tratei disso na Edna, ou só passei por alto.
É bem óbvio que há um desejo de me vingar dos homens bonitos que me chamavam de feia, coisa e tal, concluímos juntos. Mas fosse só isso, seria pouco. Porque eu acordo e durmo ao lado de um homem bonito pra dedéu. E isso vale a vida, compensou qualquer sacana dos meus 16 anos. Pois.

O que eu desejo é que as pessoas tenham fantasias. A realização delas é um objetivo, claro. Mas ter fantasias é delicioso. Não sou fissurada ou ambiciosa no talo pra querer que TUDO que eu DESEJO se concretize. Ter fantasias é ter amigos. É ter pra onde ir quando o cenário real é chato. Não que os feinhos não tenham, claro que já têm, todos têm (maravilha!), mas é só um incentivo, só uma firmeza de olhar dentro do olho quando a maioria desvia.
Eu ofereço meu olho e isso é bom. Eu sou boa. Ziña.